quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Lançamento do Guia de Tabira

Venha participar do lançamento do Guia de Tabira. Nele você poderá ver um pouco do que a nossa cidade tem de melhor para oferecer à população local e aos seus visitantes.

Participação especial dos Poetas Tabirenses Dedé Monteiro, Gonga Monteiro e Dudu Morais com o Grupo Pé-de-parede.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Rixa de intelectuais


Poema: Rixa de intelectuais
Autor: Clécio Rimas
(Adaptação do causo de mesmo nome presente no livro “Histórias verídicas de um mentiroso” de Horácio de Almeida)

Na história da humanidade
Em desfruto da ciência
Sempre existiram disputas
No campo da inteligência.
Grandes intelectuais
Já desmentiram outros tais
Com teses, dissertações...
E mesmo através dos anos
Temas tidos “soberanos”
Sofreram contestações...

E Isso foi em todo canto:
Na Grécia, na Roma antiga...
Na Idade Média ou Moderna
Vez por outra surge a briga
De um cientista afamado
Com seu diploma de lado
Defendendo o seu estudo...
E de outro lado, também
Aparece um outro alguém
Pra contestar quase tudo.

Já vi isso em Bananeiras
No Brejo paraibano.
Um município pomposo
Que no seu cotidiano
De cidade de vanguarda
Um velho causo se guarda
Entre dois competidores
Ambos muito inteligentes
E que em debates frequentes
Foram propensos “doutores”.

O primeiro era Carlinhos
De sobrenome “Moreira”
Um grande intelectual
Da terra da bananeira
O segundo (e concorrente)
Deveras inteligente,
E expert afamado
Era Roberto Ribeiro,
Mas, conhecido primeiro
Pelo vulgo “Pau Pelado”.

(e eles discutiam tudo)

Da ação hipocondríaca
Posta pela humanidade
Aos efeitos doentios
Da hiperatividade...
Da crudelíssima ação
Que culmina na extinção
Sequencial ou randômica...
Do complexo do busílis
A importância de bílis
Dentro da ressaca vômica.

E eu sempre participava,
Mesmo que discretamente,
Dessas contendas de ideias
Ouvindo-os atentamente.
Varávamos madrugadas...
Eram discussões voltadas
Pra toda e qualquer matéria;
Foi justo nesse lugar
Que começou a pulsar
Cultura na minha artéria...

Pois bem! Esse dois rapazes
Que acima foram citados
Se transformaram inimigos,
Oponentes declarados.
Quando as comuns discussões
Divergiam opiniões
Cada qual sendo “o mais culto”
Abandonavam o recato
Partiam as vias de fato
Causando grande tumulto.

Quando ambos se encontravam
Abusavam da retórica,
Falavam na norma culta,
Apuravam a metafórica:
“És profuso em inferências
E até mesmo tens ciências,
Mas estúrdio, quando exórdio...
Pois nunca terás vantagem
Já que a sua defasagem
Te torna um ser monocórdio”.

Exclamou isso Moreira
Que obteve prontamente
Revide do Pau Pelado
“Me sinto atinentemente
Na antítese do que dizes
Pois tal qual os aprendizes
Imberbe... irrefutável,
Ignóbil, falastrão...
Teu nome não tem menção
Mero inaproveitável”.

Um dia estava Moreira
Pregando com sua lógica
A hipérbole presente
Na matéria fisiológica.
Diante nossos olhares
Ele apontava pros ares
Com as mãos gesticulando...
Mas fez pausa de repente
Quando viu na sua frente
O seu oposto chegando.

Em semblante descortês
E andar cadenciado,
Com sorrisinho boçal
Se aproximou Pau Pelado...
Nessa hora decisiva
Criou-se a expectativa
Da refrega cultural
E a gente ali, fuxicando
Ficamos observando
Os gestos de cada qual.

Moreira ao ver Roberto
Fechou logo sua cara
Na demonstração visível
Que algo o atormentara.
Já Roberto, em bizarrismo
E também no modernismo
Nato do intelectual
Açoitou seu cabelão
Como que em provocação
Direta pro seu rival.

Mas para o espanto de todos
Roberto, se dirigiu
Com cortesia a Moreira
Para o qual foi e pediu
Pelo seu pente emprestado,
Pois o cabelo assanhado
Necessitava ajustar.
Mas não pediu normalmente
O fez atrevidamente
Só pra desmoralizar.

“Tu terias por ventura
O precioso utensílio
Que a indústria transformou
Num bem para nosso auxílio,
Que usado com excelência
Ajusta nossa excrescência,
O qual displicentemente,
Vocês incautos e incultos,
Pobres biltres e estultos
Os denominam de pente?”

Moreira empalideceu!
Foi ficando enfurecido
Suas mãos se acocharam
Diante o ato atrevido.
Tentou não ficar nervoso...
E de um modo bem airoso
Parou e respirou fundo,
Cofiou a barba rala,
E depois soltou sua fala
Contendo o modo iracundo:

“Eu sinto em decepcioná-lo
Pela frustrante omissão
Pois ao sair do aposento
Da minha predileção
Dar-me-ia pela conta
Pela qual me desaponta
Não constar na minha alçada
Para lhe afirmar, mormente
Que eu não possuo um pente
Filho da puta safada!”

Mais uma vez os “doutores”
Acanalharam o debate.
Deixaram a verve de lado
Em troca de outro combate,
E aqueles dois geniais
Nos fizeram rir demais
Com aquela cena engraçada...
Todo saber concentrado
Num instante foi trocado
Por murro, coice e dentada!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Encontro de Poetas em Serra Talhada

Poetas de todo o Sertão do Pajeú se encontram no próximo sábado (26) na cidade de Serra Talhada. Promovido pela Fundação Casa da Cultura de Serra Talhada em parceria com a Fundação Cabras de Lampião, o ‘Conversa de Escritores do Pajeú para o Mundo’ tem como objetivo colocar em discussão a literatura do Sertão do Pajeú em seu contexto local, nacional e internacional. O evento vai ser realizado ao longo de todo o sábado com exposição de idéias do dramaturgo Adriano Macena e do escritor Wellington de Melo.


De acordo com a Fundação Casa da Cultura, à noite haverá Feira de Artesanato na Concha Acústica – O Marco Zero do município. No local acontecerá o lançamento dos livros ‘Poesia de uma Camareira’ de Cida Flosi; ‘Nas Rédeas da Poesia’, escrito por Dudu Moraes, ‘Cara e Coroa’, de Lima Junior e ‘O Peso do Medo – 30 poemas em fúria’ do escritor Wellington de Melo. Antes do encerramento do encontro vai ser realizada uma declamatória de poesias com os poetas Paulo Moura, Dedé Monteiro, Antonio Moraes, Neide Nascimento, Felipe Júnior, entre outros. Apresentação musical com um cantor local finaliza o evento.
Homenagem a Lampião



A escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, uma das maias importantes do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro, vai falar sobre a literatura de cordel em 2012. O enredo tem o título "Cordel Branco e Encarnado" e será desenvolvido pelo carnavalesco da escola, Renato Lage. Na letra da música, que o blog antecipa em primeira mão, há citação ao nome de Lampião, figura histórica da cultura serra-talhadense. A figura de Lampião receberá destaque no desfile da escola.

I Encotro de Bacamarteiros de Tabira


Nesta tarde de domingo na Terra das Tradições aconteceu mais um grande evento cultural, no engenho de Albino Pereira os bacamarteiros e os poetas poderam mostrar um pouco do trabalho que fazem com o maior orgulho, participaram abrilhantando os poetas Zé de Mariano, Dedé Monteiro, Gonga Monteiro, Paulo Monteiro, Dudu Morais, Genildo Santana, James Amaral, Zé Carlos do Pajeú, Eniel e muitas outras personagens da cultura tabirense, que mostraram um pouco do que são capazes, o encerramento foi com o artista Edierk de Afogados da Ingazeira que sempre prestigia as coisas da nossa terra, e finalizando com uma deliciosa sopa.


O grande pensador e organizador foi o artista tabirense Paulo Matricó que mostra cada vez mais a sua preocupação em elevar o nome da cultura tabirense.

E o poeta Albino Pereira disse asssim:


A RIÚNA E O BACAMARTE
SÃO COISAS DA NOSSA TERRA.
JÁ FORAM ARENAS DE GUERRA,
MAS HOJE É CULTURA E ARTE
SEMPRE ESTÃO EM TODA PARTE
NAS NOVENAS DO SERTÃO.
SEU TIRO É COMO UM TROVÃO,
PARECENDO RELAMPEJOS
ABRILHANTANDO OS FESTEJOS
DAS NOITES DE SÃO JOÃO.




terça-feira, 15 de novembro de 2011

I Encontro de Bacamarteiros de Tabira



O primeiro encontro cultural dos bacamarteiros de Tabira será domingo dia 20/11, ás 15 horas no engenho do poeta Albino Pereira, sítio Fazenda Nova.

Confira a programação:
15:00hs - Assembléia geral da associação dos bacamarteiros
16:00hs - Show poéico musical: poetas da APPTA, AJUPTA, violonista Edierck José (Afogados da Ingazeira), Paulo Matricó
18:00 hs - Apresentação dos bacamarteiros de Tabira.

A entrada é franca.

Promoção: Associação dos Bacamarteiros de Tabira.
Coordenação: Paulo Matricó
Apoio: Fundarpe

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Farra poética no Sesc Santa Rita em Recife

Hoje (10/11/11) às 19h, haverá o recital "Farra Poética" com declamações dos poetas Marcos Passos, Clécio Rimas, Kerlle de Magalhães e Glayson Nascimento.

O Farra Poética é um encontro realizado mensalmente no Laboratório de Autoria Literária Ascenso Ferreira com objetivo de apresentar recitais poéticos, intervenções literárias, de forma espontânea e informal. É um encontro noturno, onde o espaço torna-se um lugar de conversa e trocas com artistas da cidade e convidados. O escritor Marcos Passos é o convidado para agitar e coordenar esse encontro com o público que pode participar das atividades, mostrando seus trabalhos literários.

Todo mundo lá!

Serviço:
Farra Poética do Sesc Santa Rita
Quando: quinta-feira (10/11/11)
Horário: 19h
Onde: Sesc Santa Rita – Cais de Santa Rita, 156, São José, Recife
Entrada Gratuita
Mais informações: (81) 3224.7577