terça-feira, 15 de novembro de 2011

I Encontro de Bacamarteiros de Tabira



O primeiro encontro cultural dos bacamarteiros de Tabira será domingo dia 20/11, ás 15 horas no engenho do poeta Albino Pereira, sítio Fazenda Nova.

Confira a programação:
15:00hs - Assembléia geral da associação dos bacamarteiros
16:00hs - Show poéico musical: poetas da APPTA, AJUPTA, violonista Edierck José (Afogados da Ingazeira), Paulo Matricó
18:00 hs - Apresentação dos bacamarteiros de Tabira.

A entrada é franca.

Promoção: Associação dos Bacamarteiros de Tabira.
Coordenação: Paulo Matricó
Apoio: Fundarpe

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Farra poética no Sesc Santa Rita em Recife

Hoje (10/11/11) às 19h, haverá o recital "Farra Poética" com declamações dos poetas Marcos Passos, Clécio Rimas, Kerlle de Magalhães e Glayson Nascimento.

O Farra Poética é um encontro realizado mensalmente no Laboratório de Autoria Literária Ascenso Ferreira com objetivo de apresentar recitais poéticos, intervenções literárias, de forma espontânea e informal. É um encontro noturno, onde o espaço torna-se um lugar de conversa e trocas com artistas da cidade e convidados. O escritor Marcos Passos é o convidado para agitar e coordenar esse encontro com o público que pode participar das atividades, mostrando seus trabalhos literários.

Todo mundo lá!

Serviço:
Farra Poética do Sesc Santa Rita
Quando: quinta-feira (10/11/11)
Horário: 19h
Onde: Sesc Santa Rita – Cais de Santa Rita, 156, São José, Recife
Entrada Gratuita
Mais informações: (81) 3224.7577

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Reunião



Atenção integrantes da AJUPTA, haverá reunião no próximo sábado (12/11) ás 7 horas da noite na escola Arnaldo Alves, não perca.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nostalgia

Neste sábado dia 05/10 acontecerá, no Clube de Campo, mais uma edição da tradicional Festa dos Anos 60. O show será comandado pela Orquestra Super Oásis.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Soneto e o Poeta

Com vocês, Bio de Crisanto, o poeta da janela (ou "o poeta filósofo"):


(Por Geraldo Palmeira, sobrinho do poeta Bio)

Severino Cordeiro de Sousa (Bio de Crisanto), nasceu aos 09 de maio de 1929, no povoado São Vicente, na época município de São José do Egito. Filho de Crisântemo Olegário de Sousa e Blandina Maciel de Sousa, nos seus primeiros anos de vida foi residir em Sumé – PB, retornando à Capital da Poesia já adolescente. Aos oito anos de idade, escreveu sua primeira poesia, “Vida na Roça”. A partir daí a arte do versejar tomou conta da sua vida e, junto ao irmão Macilon Olegário de Sousa, foi cantador de viola durante três anos.

Na década de 50, logo após o falecimento de seu genitor, Bio de Crisanto mudou-se para Jacobina – BA, onde exerceu outras atividades profissionais. Naquela cidade, em novembro de 1959, por excesso de trabalho, sofreu um esgotamento físico e foi hospitalizado. Uma enfermeira sem conhecimentos anatômicos aplicou-lhe uma injeção no glúteo onde a agulha atingiu a cartilagem do tendão de locomoção. A partir dessa data o poeta não andaria mais.

No início da década de 60, Bio retorna a São José do Egito e começa sua luta para adequar-se a doença que o acometeu. Depois de morar alguns anos com a família, decide residir sozinho.

Grandes companheiros de suas horas de solidão foram amigos, familiares e os livros. Foi principalmente na dedicação à leitura que Bio de Crisanto superou suas mágoas e, na poesia, expôs toda sua sentimentalidade, valorização ao regionalismo e teorias sobre a vida. A arte do pensar foi a grande responsável pelo título que recebeu: “Poeta Filósofo”.

Na década de 60, em períodos tensos de nossa história, Bio escreveu “Fase Semi-Feudal”, poema consagrado que lhe rendeu elogios além fronteiras pernambucanas. Por se tratar de versos hostis ao regime militar, nenhuma das suas 14 estrofes foi publicada no seu livro.

Em 1975, o sonho de publicar um livro é realizado. Prefaciado pelo grande amigo e poeta Aleixo Leite Filho, Bio de Crisanto lança “Meu Trigal”, um composto de prosa e versos. Na obra, o poeta conduz o leitor aos seus pensamentos filosóficos e envereda na poesia, dando ênfase ao estilo soneto.

Nas horas de conversa, quase sempre debruçado na janela de sua residência, localizada na Rua do Poeta, denominação escolhida em sua homenagem, Bio atendia inúmeros estudantes em busca de conhecimentos, levantava importantes assuntos ao lado de amigos e sempre que outro poeta o visitava, a glosa tomava conta do ambiente.

Na década de 90 foi fundador do Clube de Cultura Literária, entidade que por mais de dez anos foi instrumento forte na promoção cultural da Região. Ainda nessa época, participou de diversos concursos de poesia, obtendo os primeiros lugares.

Membro da União Brasileira de Escritores, teve alguns de seus poemas publicados em jornais e nos livros “São José do Egito – Musa do Pajeú” e “São José do Egito – Solo Sagrando, Mentes Iluminadas”.

Bio de Crisanto faleceu com 71 anos, aos 22 de agosto de 2000. Seus poemas inéditos estão sendo catalogados e serão inseridos na publicação de seu segundo livro “Meu Madrigal”, título escolhido pelo poeta antes de sua morte. O novo livro trará, também, todo o conteúdo da primeira publicação.

Abaixo você pode contemplar os versos deste grande poeta:

DÚVIDA

Nasci! De onde vim é que não sei,
Enfim também não sei para que vim,
Se vim para voltar para que fiquei
Neste intervalo de incerteza assim?

Não foi do pó fecundo que brotei,
Não sei quem tal missão me impôs.
O acaso não foi, já estudei...
Desta incumbência desconheço o fim.

Sou a metamorfose das moneras
Desagregadas nas primeiras eras,
Reunidas hoje nesta luta infinda.

Sou a passagem irreal da forma
Submetida aos desígnios da norma,
Do meu princípio não sei nada ainda.

(Bio de Crisanto)


NO SERTÃO ANTIGO

Um moleque no corte assobiando,
Um cavalo pastando na ladeira,
Uma briga de bois na bagaceira,
E um boeiro malfeito "cachimbando".

Um novilho pé-duro ruminando
Na sombra do oitão da bolandeira,
Um telhado coberto de poeira,
E um rebanho de ovelhas descansando.

Dois bois mansos criolos atrelados,
Parecidos em tudo, emparelhados,
Vão puxando a almanjarra sem preguiça.

Enquanto várias campesinas belas
Aparecem cantando nas janelas
Duma casa de alpendre à tacaniça.

(Bio de Crisanto)


NA BORBOREMA


O Sol desponta ruivo cor de gema,
Iluminando o pico magestoso,
Do gigantesco dorso sinuoso
Da tão acidentada Borborema.

No sopé da montanha geme a ema,
E embaixo o terreno podregoso,
Ouve-se o canto ingênuo e harmonioso
Da inocente pernalta, a seriema.

Chove,troveja, e o vento forte agita,
A flora se sacode, a fauna grita,
Um raio irado desce e a penha abre.

Agora é tarde, o Sol rubro descamba,
E rodopiando como roda bamba
Apaga a luz detrás da Serra-Jabre.

(Bio de Crisanto)
Balaio Cultural de Novembro

Confira a programação do próximo Balaio Cultural de Tuparetama:

(Clique na imagem para ampliar)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

II Grande Festival de Poetas Repentistas de Tabira

Zecarlos do Pajeú convida todos poetas e admiradores da cantoria para mais uma edição do Grande Festival de Poetas Repentistas de Tabira que acontecerá no dia 19 de novembro de 2011, no Skina Club em Tabira, a partir das 20:30.
A primeira edição do festival homenageou a escritora Nevinha Pires, e este ano o homenageado da vez será nosso querido poeta Dedé Monteiro:

As duplas participantes e os poetas declamadores e convidados você pode conferir no cartaz: