quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Fim de Tarde


Num instante longo e calmo
A tarde perde outra guerra,
Pois o sol de palmo em palmo
Se esconde por trás da serra.
A penumbra como um véu,
Se estende cobrindo céu
Enlutando o infinito.
E as estrelas brilham tanto
Que a noite veste outro manto
Mais alegre e mais bonito.

Outro sol sofre desmaios
Por detrás daquele monte,
Soluçando tristes raios
Pelas brechas do Horizonte.
É aí que o arrebol
Toma as dores desse sol
Acudindo seus cansaços,
Traz a noite mais prendada
Que conduz a madrugada
Sonolenta nos seus braços.

O sol se deita e descansa
Numa hora como essa,
E onde a vista não alcança
A tarde dorme sem pressa.
O céu fica desbotado
D'um vermelho alaranjado,
Num perfeito dégradê.
O sol bebe dessa fonte
E depois, no horizonte,
Morre sem saber porque.

A tarde foge indecisa,
Como se tivesse medo,
E nessa hora uma brisa
Nos cochicha um segredo.
Essa brisa, do nascente,
Bate no rosto da gente,
Me cheirando a anoitecer.
Levo meu chapéu ao peito
Em um gesto de respeito
P'ro dia que vai morrer.

Júnior Guedes

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Eniel Manda Seu Recado
Eu prefiro escutar um repentista
Fazer verso e cantar suas canções
Ao invés de escutar “banda aviões”
Pois a mim essa banda não conquista
Eu sou mais relembrar Dimas Batista
... Que hoje faz seu repente lá no céu
Do que ouvir essa música do "créu"
Que só tem desrespeito e baixaria
Diferente da nossa cantoria
Que já deu a Valdir muito troféu

Eu não troco o forró das Severinas
Pelo ritmo tocado na balada
Nem escuto essa tal “Saia Rodada”
Que não mostra a riqueza das campinas
Nem descreve as belezas nordestinas
Que nos servem de grande inspiração
Pra fazer em soneto a descrição
Como faz nosso Zé de Mariano
Que através do seu verso soberano
Dá destaque a cultura do Sertão.

Não sou contra a quem "quica na latinha"
Mas não curto esse jeito de dançar
O que eu curto é “Apreço a meu lugar”
Grande obra de um vate da terrinha
Matricó, tabirense, gente minha...
Descendente de Albino lutador
Menestrel, um poeta glosador
E também muito bom no bacamarte,
Segidor desse estilo e dessa arte
Preservando isso tudo com amor!

Não me atrai essa dança do “kuduru”
Nem o ritmo da tal "dança da rã"
Me perdõe quem das mesmas seja fã
Que esse tipo de coisa eu não aturo
Isso tudo pra é sem futuro
Pois eu gosto é de ver Dedé Monteiro
Recitar com seu jeito verdadeiro
Seus poemas de amor a nossa terra
O matuto valente e o pé da serra
E o valor desse chão pajeuzeiro!"

Eniel Alves
Reunião
Atenção integrantes da AJUPTA, haverá reunião neste sábado dia 14/01/2012 na escola Arnaldo Alves ás 19 horas, sua presença será indispensável.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ANIVERSÁRIO DO POETA GONGA MONTEIRO


Hoje dia 21 de dezembro o poeta Gonga Monteiro está completando data nova.
Parabéns Poeta!
IV Pajeú em Poesia


Será neste domingo dia 25/12 o IV Pajeú em Poesia. Desta vez o homenagiado da noite será o poeta Diomedes Mariano e terá a presença especial d'As Severinas. Segue abaixo a lista dos poetas já confirmados.

Participações confirmadas:
Dedé Monteiro, João Paraibano, Neide Nascimento, Dudu Morais, Edierck José, Alessandro Palmeira, Andréia Miron, Artemis, Danilo Gonçalves, Edezel Pereira, Elenilda Amaral, Welington Rocha, Esdras Galvão, Genildo Santana, Gonga Monteiro, Lúcio Luiz, Paulo Monteiro, Verônica Sobral, Zé Adalberto e Zé de Mariano.
A Ávore de Natal de Dedé Monteiro

Neste natal o poeta Dedé Monteiro, criativo como sempre, nos presenteia com uma bela e diferente árvore de natal em forma de versos:

(clique na imagem para ampliar)
A poesia escrita é de Dedé e a "poesia gráfica" é do artista de Rafael Pires (sobrinho do poeta).

Valeu poetas!